Sinopse do Cabra






Sardinha�
Angel Carol
Fabinho
Luisa
The Pelvis
Estelinha do Mar
Os Mocas
Movimento Convic��o
O Carapuceiro
Os Balinha Alienada
MST
Insrolux
Um beijos, outro e tchau
O Rappa
Grupo Krisis
O Templo - Idio
Tarja
Leonar do Boff
Miss Simpatia
Los Hermanos
Quem Inventou o amor?
Red Hot Chili Peppers



26/11/2004 23:16


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Ta foda, a cachola ta ferida...
Sinto saudades de algumas várias coisas.
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Hoje eu caminhei só....


É estranho quando retornamos ao ponto de partida sozinhos, por mais que no espaço de tempo da “ida e volta”, curtimos um momento foda, com pessoas que nos completam ou que sustentam nosso vicio ou ate mesmo sintoma de posse. Esta só em certas circunstancia nos deixa amargo, com gosto de q “tem algo faltando ou não to gostando e conseguindo me acostumar ou vc não é o que quero”. Diversificar a rotina é bom, necessário e estimulante, mas quebrar a rotina pra sempre é doloroso de mais. Hoje eu caminhei só, e nessa caminhada eu chorei, senti dor e falta de ...
Pessoas, seres, barulhos, vozes, de você ou vocês. Confesso eu sofri como há tempos não sofria. Mas to vivo e em busca, sempre em busca de algo. A dependência tem que ser superada, nem que no lugar dela colocamos outro vicio, afinal, enganar o coração às vezes alivia e faz bem. Mas é do coração que vem essa dor, será que estou falando da coisa ou do órgão certo? risos. Eu ri.
Nessas horas de dor, nem a mala de cd faz bem, pois, nesse momento o q encontramos são coisas boa de mais, porem, reflexiva ao extremo, não quer o pensar. Quero ser o mais ignorante, fútil e idiota possível. Meu sonho, agora, é caminhar só e sentir feliz por ter curtido algo com alguma coisa ou alguém que gosto, só que isso, por enquanto, é um sonho sem perspectiva de realização. Começo então a construir uma perspectiva, assim, vou em busca da felicidade. Difícil é comemar o “começo então a construir uma perspectiva...”
Hoje eu senti falta, hoje eu caminhei e só.


Rodrigo Brito de Azevedo!
enviada por Cabra da Peste



04/11/2004 01:04

Saudades disso aqui...
Vou retomar os trabalhos. Sei que quem so passa aqui são meus amigos do coração, pessoas antigas. A esses amigos quero dizer que sai de uma foça fudida, sofri muito, mas og to na paz. Conheci uma pessoa muito especial e estou me amarrando cada dia mais.
Essa é mais uma dos hermanos...
Linda de mais meu.

Deixa O Verão


Composição: Rodrigo Amarante

Deixa eu decide se é cedo ou tarde
espere eu conseiderar
ve se eu vou assim se quer vontade
igual ao tom do lugar
enquanto eu penso voce sugeriu
um bom motivo pra tudo atrasar
e ainda é cedo pra la
chegando as 6 ta bom demais
deixa o verão pra mais tarde

nao to muito afim de novidade
fila em banco do bar
considere toda a hostilidade
que é da porta pra la
enquanto eu fugo voce me lembrou
qualquer desculpa pra gente ficar
e assim a gente nao sai
que esse sofá ta bom demais
deixa o verão pra mais tarde

e eu digo ca entre nos
deixa o verão pra mais tarde


enviada por Cabra da Peste



04/10/2004 16:13
Eu!



Eu, tu, ele, nós, vos, eles ou elas.



Somente saudades



Às duas e trinta e nove da manhã. Aqui estou vendo um
lássico do cinema, tentando escutar los hermanos e esquecer
a estranha saudade que aqui bateu.Tem momentos que não é
fácil, do nada vem a saudade, a fria sensação de está só.

"...mas até a minha solidão estava na dela..."

Em pouco tempo que passamos, que nos curtimos não
conseguimos reparar o quanto es importante para gente. Tem
momentos que são curtos, mas que marcam muito, tem sorriso,
aquele estranho, do canto da boca que é marcante, tem aquele
aperto de mão, abraços e beijo simples seguido de um sorriso
que significa muito e que gratifica uma noite, um dia, um
encontro, um segundo se possível, até. Na soberba da vida
esperamos tão pouco para ser felizes, mas na boa, não consigo
entender para que ter muito se o que queremos é amor, tesão,
felicidade e amizade. Não consigo exigir muito para isso. Por
isso digo que o pouco em que estivemos juntos é o suficiente
para me sentir feliz, em estado de êxtase.



"Brindo a casa, brindo a vida, meus amores, minhas
famílias..."



Saudade, essa dói, um dia sem te ver se torna um ano, seja
você o amor, o amigo a mãe, o pai, o irmão, a tia da cerveja
o chato do vizinho ou o sempre amigo. Sentir saudade sem
dúvida é um sentimento triste, mesmo que na recordação venham
sempre bons momentos.

Uma noite de sexo se torna marcante, mas uma semana sem
você, marca mais e mais, ainda quando você faz de forma
insubstituível.

Agora como viver sem saudade é uma pergunta mais difícil.
Como apagar da mente aquilo que o tu, ele ou ela significou?
É foda.

Esquecer a noite de sexo, a cerveja na esquina, a noitada
foda, as risadas ao se encontrarem, a lembrança da merda que
fizemos, do que não fizemos e do que vimos os outros fazerem
é ruim, então concluo, a saudade tem também seu prazer.

E a solidão, aquela maredita solidão que vem depois de etá
com quem realmente sempre desejamos está, que isso parece
egocentrismo, mas não é. Sonhamos com uma casa de 30 quartos
para vivermos todos os dias com quem amamos, vai dizer que
você nunca sonhou em ganhar na sena para comprar essa casa?
Eu sonho sempre, mas sei que não vou fazer isso.

Bom to de saco cheio, to na minha o intervalo acabou e
quero ver o filme, não há solidão e saudades que me façam
esquecer quem eu amo. No coração há poucos e especiais.

Amo-te, boa ida e espero de volta, nos encontraremos nos
bares, nas casas, nas ruas...

Nos encontraremos com certeza.


Rodrigo Azevedo

enviada por Cabra da Peste



29/09/2004 23:21
Fala povo!!!!

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Tu na paz?
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Po eu to em uma correria só, sem contar que eu to participando de mais dois espaços on line, o Agenti Fomus; é uma fotolog de amigos, muito maneiro (www.agentifomus.cjb.net) e o fotolog da sinopse. isso mesmo a sinopse agora tem um fotolog. Bem bacana. Cuido com muito carinho, me amarro. Visitem (www.fotolog.net/sinopsedocabra.
Como vão todos? Isso aqui anda meio desatualizado, mas tranquilo, em breve volto a atualizar com frequencia. A vida ta maravilhosamente bem galera, há tempos não me encontrava tão bem. Amo muito tudo isso..rsrs

Essa música é foda, lembro do show no Atl, a "mulher" é o bicho.

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Ana Carolina!

Uma Louca Tempestade

Composição: Totonho Villeroy e Bebeto Alves
Eu quero uma lua plena
Eu quero sentir a noite
Eu quero olhar as luzes,
que teus olhos não me têm deixado ver
Agora eu vou viver
Eu quero sair de manhã
Eu quero seguir a estrela
Eu quero sentir o vento
pela pele um pensamento me fará
Uma louca tempestade
Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim
As águas que me querem levar tão longe
Tão longe que me façam esquecer de ti
Eu quero partir de manhã
Eu quero seguir a estrela
Eu quero sentir o vento
pela pele um pensamento me fará
Uma louca tempestade
Eu quero uma lua plena
Eu quero sentir a noite
Eu quero olhar as luzes,
que teus olhos não me têm deixado ver
Agora eu vou viver
Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim
As águas que me querem levar tão longe
Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim
As águas que me querem me levar tão longe
Tão longe que me façam esquecer de ti

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Fiquem na paz.

Cabra da Peste!!!


enviada por Cabra da Peste



18/09/2004 15:02
Mistica e religião
Leonardo Boff

Todas as coisas têm seu outro lado. Captar o outro lado das coisas e dar-se conta de que o visível é parte do invisível: eis a obra da mística.

Que é mística? Ela deriva de mistério. Mistério não é o limite do conhecimento. É o ilimitado do conhecimento. Conhecer mais e mais, entrar em comunhão cada vez mais profunda com com a realidade que nos envolve, ir para além de qualquer horizonte é fazer a experiência do mistério. Tudo é mistério: as coisas, cada pessoa, seu coração e o inteiro universo.

O mistério não se apresenta aterrador, como um abismo sem fundo. Ele irrompe como voz que convida a escutar mais e mais a mensagem que vem de todos os lados, como apelo sedutor para se mover mais e mais na direção do coração de cada coisa. O mistério nos mantem sempre na admiração até ao fascínio, na surpresa até à exaltação.

Que há de mais misterioso que a pessoa amada? Que mais profundo que o olhar inocente de um recém nascido? Que mais majestático que o céu estrelado nas noites escuras de inverno ou do cerrado do Brasil Central?

Mística significa, então, a capacidade de se comover diante do mistério de todas as coisas. Não é pensar as coisas, mas sentir as coisas tão profundamente que percebemos o mistério fascinante que as habita.

Mas a mística revela a profundidade de sua significação, quando captamos o elo misterioso que une e re-une, liga e re-liga todas as coisas fazendo que sejam um Todo ordenado e dinâmico. É a Fonte originária da qual tudo promana e que os cosmólogos chamam com o nome infeliz de "vácuo quântico".

As religiões ousaram chamar de Deus a esta realidade fontal. Não importam os mil nomes, Javé, Pai, Tao, Olorum. O que importa é sentir sua atuação e celebrar a sua presença.

Mística não é, portanto, pensar sobre Deus, mas sentir Deus em todo o ser. Mística não é falar sobre Deus, mas falar a Deus e entrar em comunhão com Deus. Quando rezamos, falamos com Deus. Quando meditamos, Deus fala conosco. Viver esta dimensão no cotidiano é cultivar a mística.

Ao traduzirmos essa experiência inomiável, elaboramos doutrinas, inventamos ritos, prescrevemos atitudes éticas. Nascem então as muitas religiões. Atrás delas e nos seus fundamentos há sempre a mesma experiência mística, o ponto comum de todas as religiões. Todas elas se referem a esse mistério inefável que não pode ser expresso adequadamente por nenhuma palavra que esteja nos dicionários humanos.

Cada religião possui sua identidade e o seu jeito próprio de dizer e celebrar a experiência mística. Mas como Deus não cabe em nenhuma cabeça, pois desborda de todas elas, podemos sempre acrescentar algo a fim de melhor captá-lo e traduzi-lo para a comunicação humana. Por isso as religiões não podem ser dogmáticas e sistemas fechados. Quando isso ocorre, surge o fundamentalismo, doença frequente das religiões, seja no cristianismo seja no islamismo.

A mística nos permite viver o que escreveu o poeta inglês William Blake(+1827):"ver um mundo num grão de areia, um céu estrelado numa flor silvestre, ter o infinito na palma de sua mão e a eternidade numa hora". Eis a glória: mergulhar naquela Energia benfazeja que nos enche de sentido e alegria.


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Abs

Cabra da Peste

enviada por Cabra da Peste



14/09/2004 03:32
Eu, tu, ele, nós, vos, eles ou elas.



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Às duas e trinta e nove da manhã. Aqui estou vendo um clássico do cinema, tentando escutar los hermanos e esquecer a estranha saudade que aqui bateu.Tem momentos que não é fácil, do nada vem a saudade, a fria sensação de está só.

“...mas até a minha solidão estava na dela...”

Em pouco tempo que passamos, que nos curtimos não conseguimos reparar o quanto es importante para gente. Tem momentos que são curtos, mas que marcam muito, tem sorriso, aquele estranho, do canto da boca que é marcante, tem aquele aperto de mão, abraços e beijo simples seguido de um sorriso que significa muito e que gratifica uma noite, um dia, um encontro, um segundo se possível, até. Na soberba da vida esperamos tão pouco para ser felizes, mas na boa, não consigo entender para que ter muito se o que queremos é amor, tesão, felicidade e amizade. Não consigo exigir muito para isso. Por isso digo que o pouco em que estivemos juntos é o suficiente para me sentir feliz, em estado de êxtase.



“Brindo a casa, brindo a vida, meus amores, minhas famílias...”



Saudade, essa dói, um dia sem te ver se torna um ano, seja você o amor, o amigo a mãe, o pai, o irmão, a tia da cerveja o chato do vizinho ou o sempre amigo. Sentir saudade sem dúvida é um sentimento triste, mesmo que na recordação venham sempre bons momentos.

Uma noite de sexo se torna marcante, mas uma semana sem você, marca mais e mais, ainda quando você faz de forma insubstituível.

Agora como viver sem saudade é uma pergunta mais difícil. Como apagar da mente aquilo que o tu, ele ou ela significou? É foda.

Esquecer a noite de sexo, a cerveja na esquina, a noitada foda, as risadas ao se encontrarem, a lembrança da merda que fizemos, do que não fizemos e do que vimos os outros fazerem é ruim, então concluo, a saudade tem também seu prazer.

E a solidão, aquela maredita solidão que vem depois de etá com quem realmente sempre desejamos está, que isso parece egocentrismo, mas não é. Sonhamos com uma casa de 30 quartos para vivermos todos os dias com quem amamos, vai dizer que você nunca sonhou em ganhar na sena para comprar essa casa? Eu sonho sempre, mas sei que não vou fazer isso.

Bom to de saco cheio, to na minha o intervalo acabou e quero ver o filme, não há solidão e saudades que me façam esquecer quem eu amo. No coração há poucos e especiais.

Amo-te, boa ida e espero de volta, nos encontraremos nos bares, nas casas, nas ruas...

Nos encontraremos com certeza.


Rodrigo Azevedo

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Cariocas

Composição: Adriana Calcanhoto
CARIOCAS SÃO BONITOS
CARIOCAS SÃO BACANAS
CARIOCAS SÃO SACANAS
CARIOCAS SÃO DOURADOS
CARIOCAS SÃO MODERNOS
CARIOCAS SÃO ESPERTOS
CARIOCAS SÃO DIRETOS
CARIOCAS NÃO GOSTAM
DE DIAS NUBLADOS

CARIOCAS NASCEM BAMBAS
CARIOCAS NASCEM CRAQUES
CARIOCAS TÊM SOTAQUE
CARIOCAS SÃO ALEGRES
CARIOCAS SÃO ATENTOS
CARIOCAS SÃO TÃO SEXYS
CARIOCAS SÃO TÃO CLAROS
CARIOCAS NÃO GOSTAM
DE SINAL FECHADO
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Abraços

Cabra da Peste



enviada por Cabra da Peste



09/09/2004 01:29
Inde o que?



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É galera amanhã é o dia, vamos pra rua em busca de outros "7 de setembro". vamos levar a bandeira do nosso país, sem esquecer que a maioria do povo brasileiro não faz parte dessa nação. Mesmo assim vou por minha bandeira, suja, rasgada, antiga e guerreira na janela, só que vou dar destaque ao suor do povo brasileiro, as várias manifestações que ela estev junto dos trabalhadores, estudantes e todos o prole lutando por um Brasil para todos e não só para os que vão poder assistir a linda marcha, dos nossos antigos tiranos e atuais guardiões da nação, de camarote ou nas suas belas tvs. Tem muita gente, pra não falar a maioria, passando fome e não consigo ver no nosso país independente e muito mais motivo para comemorar a "independência".



Segue um texto, curto, sobre o grito dos excluídos.

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Cantar

Cantar (meu cantar), não deixa a alegria ir embora
O meu cantar (meu cantar), não deixa a alegria ir embora
Acordamos de manhã bem cedo para trabalhar
Deixando em casa os filhos, com olhar de esperança
Acreditando que alguns poucos homens venham a se lembrar
Do que prometeram na tarde de um belo dia
Guardo até hoje a camisa que você me deu
Que dizia em letras grandes o Brasil é todo seu
Mas só que eu não me lembrei de então perguntar
Se um dia esse homem ia voltar
A pisar na lama ao menos para agradecer
Com a mesma falsidade a quem o fez enriquecer
É difícil meu irmão, mas se você não tentar
Não pense que eles tentarão
Quem te governa não quer saber de você
Quem te governa não quer te ver sorrir
Quem te governa não quer te ver feliz
Quem te governa não merece ter nascido aqui no Brasil
Cantar (meu cantar), não deixa a alegria ir embora
O meu cantar (meu cantar), não deixa a alegria ir embora
O que adianta brigar por mudança se nós
Não nos dermos as mãos caminharmos todos juntos
O que adianta a gente reivindicar se lutamos entre nós
Matamos nossas crianças
Guardo até hoje a camisa que você me deu
Que dizia em letras grandes o Brasil é todo seu
Mas só que eu não me lembrei de então perguntar
Se um dia esse homem ia voltar
A pisar na lama ao menos para agradecer
Com a mesma falsidade a quem o fez enriquecer

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DEZ ANOS DO GRITO DOS EXCLUÍDOS
D. Demétrio Valentini



Em 2004, o Grito dos Excluídos chega à sua décima edição. Realizado a primeira vez em 1995, o Grito logo se firmou como iniciativa a constar na programação de cada ano, como parte integrante do calendário indicativo dos compromissos a serem assumidos e realizados.

Nesta data simbólica, convém registrar a história do próprio Grito, para perceber como ela faz parte da história maior que o Grito ajudou a construir.

Para entender o Grito dos Excluídos, para perceber porque ele se firmou, e para discernir os critérios da permanente avaliação que o acompanhou e precisa continuar acompanhando, nada melhor do que lembrar o contexto onde o Grito nasceu e onde ele se inseriu.

Em primeiro lugar, o Grito desabrochou da Campanha da Fraternidade, no ano em que ela tinha por tema Os Excluídos. O Grito dos Excluídos quis ser um desdobramento da Campanha da Fraternidade sobre os Excluídos.

Desde sua primeira edição, O Grito foi realizado no contexto da “Romaria dos Trabalhadores”, somando com seus objetivos.

Teve como data referencial o Dia da Pátria, mostrando com isto a incidência direta da exclusão no projeto de nação que precisamos construir.

Outro dado indispensável é o fato do Grito ter sido incluído no Projeto da CNBB, já em 1996, como fruto da avaliação feita a partir de sua primeira edição no ano anterior. Isto é, o Grito logo se inseriu na programação pastoral a nível nacional.

Há outros aspectos importantes para entender a história do Grito. Entre eles, o protagonismo garantido aos próprios excluídos. E sobretudo a sintonia com a expressão religiosa, respaldada por uma fundamentação teológica que mostrava a consistência do grito na própria história da salvação.

Consolidada sua promoção como momento de expressão conjunta de objetivos comuns das causas sociais, o Grito dos Excluídos foi logo percebendo sua vocação universal. E em pouco tempo firmou-se como referência continental, no contexto dos países da América Latina, submetidos todos eles ao processo de globalização excludente, que se acelerou a partir da década de noventa.

Neste contexto, o Grito encontra sua justificativa, e sua motivação. Ele aglutina a resistência contra o atropelo dos valores culturais, denuncia a dinâmica excludente do neo-liberalismo, alerta contra a tentativa de dissolução das identidades nacionais e das políticas públicas em nome de uma eficiência econômica que só contempla os interesses corporativos do capital transnacional.

O Grito se revestiu de força convocadora de todos os que querem se contrapor à aparente inexorabilidade de uma globalização excludente, mostrando que é uma “outra globalização é possível”, aquela marcada pela solidariedade e guiada por valores éticos que postulam a proeminência do valor da vida, a serviço da qual deve ser colocada a economia.

E’ significativo que o lema do primeiro Grito dos Excluídos foi exatamente este: “A Vida em Primeiro Lugar”. O Grito já trazia em seu nascimento sua certidão de autenticidade e sua justificativa ética.

O Grito expressa a urgência de iniciativas diante da gravidade da situação vivida pelos excluídos, que descobrem seu protagonismo, e convocam para a solidariedade.

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Saudações estranhas

Rodrigo Azevedo, mero Cabra da Peste!



enviada por Cabra da Peste



28/08/2004 16:04
"Eu não quero mais saber de sofre não, eu não quero não..."



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Salve, salve rapaziada...

Há tempos sem aparecer, retorno aqui para mais uma postagem, mais um dia de muitas falas. Hoje eu vim feliz com noticias atrasadas, porém, notícias bacanas.
Para variar eu quero saudar meus brothers, que mais uma vez, estiveram juntos em mais uma aventura foda e de paz. Fomos final de semana passada pro sana, curtir, desaparecer e viver um pouco o clima da natureza. Foi muito bom. Mas não quero, novamente, falar das nossas farras. Eles sabem o quanto foi bom e o quanto é foda está entre eles e todos sabem como é bom farrear.

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Agenti Fomus

Galera um grupo de amigos montou um “flog” para postar fotos da vida, viagens etc. Passem por lá. Eu gostei muito da idéia, mas vamos ver se vai pra frente.
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A Bela e a Fera
Chico Buarque

Ouve a declaração, oh bela
De um sonhador titã
Um que dá nó em paralela
E almoça rolimã
O homem mais forte do planeta
Tórax de Superman
Tórax de Superman
E coração de poeta

Não brilharia a estrela, oh bela
Sem noite por detrás
Tua beleza de gazela
Sob o meu corpo é mais
Uma centelha num graveto
Queima canaviais
Queima canaviais
Quase que eu fiz um soneto

Mais que na lua ou no cometa
Ou na constelação
O sangue impresso na gazeta
Tem mais inspiração
No bucho do analfabeto
Letras de macarrão
Letras de macarrão
Fazem poema concreto

Oh bela, gera a primavera
Aciona o teu condão
Oh bela, faz da besta fera
Um príncipe cristão
Recebe o teu poeta, oh bela
Abre teu coração
Abre teu coração
Ou eu arrombo a janela

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De pé ó vítimas da fome...

Eu queria tirar o dia para publicar alguns textos falando sobre o mundo, e nesse momento, temos muito o que falar sobre a Venezuela. Galera ta na hora de abrir os zóios pro q ta rolando. Bush filho e sua política promiscua estão avançando cada vez mais, e paises como a Venezuela vem na contra mão barrando esse avanço. O Referendo, da última semana, deixa claro que uma política bem executada e desenvolvida pode barrar o poder da mídia, e da influência americana. Desenvolver a consciência e abrir a cabeça para um novo mundo é necessário, temos que relutar e com a barriga vaziar, que nos obrigam ter, bater tambor e lutar.

“As panelas vazias serão os tambores da revolução”

Então galera,estamos mais preocupados na farra e cervejada de cada dia do que com a fome do brother da rua, pensamos mais no nosso umbigo do que do umbigo do mundo. Nãos vamos esquecer nossas farras e cervas, assim como, não podemos esquecer que tem gente precisando da nossa ajuda.
Vou deixar alguns textos que recebi na última semana, espero que vcs leiam.
Ah, um texto sobre a venezuela e outro sobre Olga.
Em relação aos comentários, eu preferi tirar galera, uma escolha pessoal que está de acordo com uma nova fase que a sinopse irá viver.

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Colonialismo racista da oposição venezuelana

O pensamento colonial e racista que predomina entre as elites do continente determina que muitos vejam a realidade a partir de determinados pressupostos, o que impõe limites à consciência. Por isso, parte da sociedade nega a vitória de Chávez.



A análise dos pronunciamentos de opositores e de boa parte da intelectualidade venezuelana, antes e depois do referendo, possibilita, de forma privilegiada, explorar a presença do pensamento colonial e racista entre as elites do nosso continente.
Pode se falar, sem dúvida, dos limites da consciência de uma matriz epistemológica de conhecimento que entende a realidade a partir de determinados pressupostos. Para o pensamento liberal/colonial (e racista) de parte da oposição venezuelana, incluindo muitos de seus intelectuais, nos encontramos na Venezuela na presença de um projeto político militar, ditatorial, autoritário, demagógico, anti-histórico, estatista etc. etc. Nestas condições, é óbvio que é absolutamente impossível que o governo de Chávez possa contar com o apoio da maioria da população. Se trata simplesmente de uma impossibilidade epistemológica. Algo que não é concebível pelo pensamento e, portanto, algo que é impossível de ocorrer na realidade. Dado que as profundas separações, deslindes, e rupturas sociais, políticas e cognitivas da moderna sociedade venezuelana tem igualmente uma nítida correspondência territorial, a visão da realidade está radicalmente fragmentada. Só se vê o que está perto, aquilo com que se tem contato. E como a maioria dos setores das classes média e média-alta são antichavistas, como os meios de comunicação privados são radicalmente antichavistas, o país inteiro é, necessariamente, antichavista. É essa a fonte das interpretações dos analistas e cientistas políticos mais lúcidos da oposição.

É tal a força dessa profunda convicção em torno da realidade absoluta dessa impossibilidade epistemológica, que não existe nenhum feito empírico que seja capaz de questionar esta inquestionável verdade. Quando as pesquisas prévias ao referendo (quase unânimes) e os resultados do próprio referendo entram em contradição com esta realidade objetiva, é necessária uma explicação. O pensamento colonial/liberal/racista dá, então, dois tipos de resposta:

A primeira se formula a partir de uma perspectiva racista e desqualificadora do povo venezuelano. Se os setores populares majoritários votam no governo, não é porque compartilham as propostas e os programas do governo; mas, pelo contrário, porque o governo, com os enormes recursos da renda petroleira, está comprando seu voto. Exemplo característico e de nenhuma maneira excepcional ou extremo desta leitura da realidade venezuelana é a caricatura de Rayma (Veja aqui) publicada no jornal El Universal de Caracas, em 17 de agosto de 2004. Um Chávez ataviado como pescador esportivo em seu iate diz: “Em época eleitoral, o melhor para pescar imbecis é usar o anzol orçamentário”. Ou seja, dado que praticamente todas as pesquisas davam vantagem a ratificação do mandato de Chávez, se caracteriza o povo como “imbecil” que se deixa comprar por políticas públicas demagógicas e clientelistas. Não são propriamente seres humanos, não correspondem ao modelo liberal de sujeitos autônomos com opinião própria. São coisas, imbecis que, na ausência de juízo moral e de opinião política própria, se deixam comprar pelo melhor preço.

Como o governo de Chávez conta com os recursos petroleiros para si, é então possível explicar o inexplicável, que a maioria pode votar em Chávez. Esta explicação sobre a compra destes subumanos tem aparecido reiteradamente no discurso político e nos artigos de opinião da oposição nestes últimos anos. Se há uma concentração popular pró-Chávez grande, necessariamente é porque o governo o governo utilizou os recursos públicos para pagar os manifestantes e dar-lhes bebidas com o propósito de que se embebedem, e se comportem como se estivessem contentes. Se no referendo revogatório a maioria da população vota ratificando o mandado de Chávez, isso é necessariamente o resultado de que o governo pagou os eleitores inconscientes para isso. Inclusive o cardeal venezuelano Rosalio Castillo Lara fez esta acusação publicamente, afirmando que quem votou pelo “não” o fez porque recebeu 50 ou 60 dólares.

A outra senda argumentativa utilizada por porta-vozes da oposição para resolver a aparente inconsistência entre a impossibilidade epistemológica de que a maioria do povo venezuelano possa apoiar Chávez, e o aparente resultado do referendo, consiste em negar a realidade. Se o que ocorreu era, de antemão, impossível, se era uma radical impossibilidade, então, obviamente, simplesmente não aconteceu.

Como não era possível que a oposição perdesse o referendo, então, necessariamente, e independente do que digam os resultados do pleito, a oposição ganhou. E como obviamente a oposição teria de ganhar com uma ampla maioria, então, necessariamente, e independente do que digam os resultados do pleito, a oposição ganhou com uma ampla maioria de votos. Não importa o que anunciassem as pesquisas de opinião, não importa o resultado final do Conselho Nacional Eleitoral, ou os resultados similares do chamado "quick count" (contagem rápida com base em amostras representativas) realizado pelo Centro Carter e pela Organização dos Estados Americanos (OEA), e inclusive resultados parecidos produzidos por amostragem pela própria organização opositora Sumate. Dado que não era possível que Chávez contasse com o apoio da maioria da população, já que é evidente que a maioria da população tem de rechaçar um ditador messiânico e autoritário, então a única explicação possível do resultado do referendo é uma enorme fraude. Não se trata de uma questão empírica. Não se trata de uma informação que requer uma comprovação prática. Dado que o que aconteceu não era possível, simplesmente, obviamente não aconteceu. A única explicação para esta discrepância entre as previsões incontestáveis da oposição e a realidade é que a realidade não é verdade. Os resultados são mentira.

Para as elites, desde a sua profunda convicção de que são donos do país, como também da verdade, de que os outros simplesmente não existem como seres humanos dignos de serem considerados, qualquer assomo de possibilidade de que seus pressupostos não correspondem à realidade do país tem de, necessariamente, ser negado. Sobretudo se está além dos limites do possível.

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Olga e suas irmãs



Olga foi uma heroína, mas não a única. Faz parte de uma linhagem de admiráveis mulheres, judias e revolucionárias


Mozcyr Scliar


Mulher, judia, estrangeira, comunista, companheira de Luis Carlos Prestes - Olga Benario tinha muitos motivos para ser perseguida no Brasil da ditadura Vargas. A deportação para a Alemanha nazista, e a morte num campo de concentração, representaram apenas a culminância do martírio. É mérito do escritor Fernando Morais (votei nele para a Academia Brasileira de Letras!) ter recuperado esta sombria, mas emocionante saga. Conversei com Fernando logo depois que o livro apareceu; ele me contou de seu assombro diante do desconhecimento, em nosso país, da história de Olga, que, na Alemanha (Oriental) era até nome de rua.
Olga foi uma heroína, mas não a única. Faz parte de uma linhagem de admiráveis mulheres, judias e revolucionárias, que hoje figuram nas páginas da História. Foi o caso de Rosa Luxemburg. De uma família de classe média, formada em Direito na Suíça, Rosa casou-se com um alemão e foi viver em Berlim, onde se tornou líder da ala esquerda do movimento socialista e fundou, junto com o também revolucionário Karl Liebknecht, a Liga Spartacus (o nome homenageia o lendário gladiador que chefiou uma rebelião contra o Império Romano). Foi o caso de Emma Goldman. Nascida na Europa Oriental, de família pobre, ela, como muitos, emigrou para os Estados Unidos, onde se tornou anarquista militante e líder de movimentos operários. Foi ainda o caso de Simone Weil. Também de uma família de classe média (o pai era médico), Simone nasceu em Paris. Menina prodígio, já na infância dominava o grego e vários idiomas. Estudou filosofia e já na Faculdade mostrava simpatia pelo ideário comunista. Formada, foi trabalhar em fábricas, para assim entender como viviam e pensavam os trabalhadores. Alistou-se para lutar na Guerra Civil espanhola de 1936, mas não chegou a entrar em combate: queimou-se com água fervendo. Na Espanha, desiludiu-se com o marxismo, converteu-se ao cristianismo. Durante a ocupação nazista da França deixou o país, foi para a Inglaterra, onde trabalhou para o governo francês no exílio liderado por Charles De Gaulle.

Como Olga, estas mulheres tiveram fim trágico. Rosa Luxemburg passou longos períodos na prisão, o último destes depois de uma fracassada rebelião da Liga. E, na prisão, ela foi assassinada por soldados, seu corpo sendo jogado às águas de um canal próximo. Doente (tuberculose), Simone Weil recusava tratamento e alimento, em sinal de solidariedade ao povo francês. Acabou morrendo em 1943. O ato que deveria ser a culminância na carreira de Emma Goldman terminou de maneira patética: junto com outros anarquistas ela planejou um atentado contra Henry Frick, conhecido industrial que reprimira com violência uma greve em sua fábrica. O problema é que não tinham dinheiro para comprar o revólver. Emma Goldman resolveu se prostituir para isso, sem muito sucesso. O complô foi descoberto, ela foi deportada e passou o resto da vida vagando de país em país até falecer, em 1940.

Formam uma irmandade espiritual, estas mulheres. Uma irmandade cujo denominador comum é o idealismo, a bravura - e a sina trágica. Lutaram até o fim. Mesmo que tenham escolhido a causa errada, merecem nosso respeito.

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No mais é isso galera.

Um Forte Abraço

Cabra da Peste, sempre.



enviada por Cabra da Peste






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